“O texto trata da questão da identidade, conquista difícil para a maioria, ainda mais complicada aos que têm antecessores tão ilustres, como é o meu caso. As vantagens, graças a Deus, são bem maiores, principalmente se confrontadas com possíveis “chateações” do tipo descrito no livro. E as saídas para tais confrontos são múltiplas. Inclusive, com boa dose de imaginação, humor e criatividade, as apontadas pelo texto.” (trecho do prefácio de Flávia Savary). |
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“É bem verdade que a menina se parecia demais com o pai e a mãe. Até aí nenhuma novidade, porque ela não era filha de chocadeira, ora! Agora, chato era ouvir sempre a mesma lengalenga onde quer que fosse. O x da questão não se resumia em parecer com um ou com o outro. O fato de ser comparada com um pedaço de alguém, mais um pedaço de outro alguém, ainda que amados, é que fazia ela se sentir igual ao Frankenstein. Vocês conhecem a história desse cara? Frankenstein foi uma criatura fabricada em laboratório por um cientista louco, misturando braço de fulano, perna de sicrano, dentadura de beltrano e por aí vai. Em suma, uma mistureba de gente!”
(trecho de CARA DE QUEM?!?).
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