HISTÓRIA DE UMA ROSA DE DEUS, PÉTALA POR PÉTALA
Texto biográfico, voltado para o público juvenil
Personagens: 15
Tempo de duração: 40 minutos
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Para comemorar os 100 anos de entrada na vida eterna de sua fundadora, a Congregação das Filhas de Sant’Ana fez-me a encomenda desta peça. Nela são narrados, sumariamente, dada a riqueza de sua existência, os fatos que mais a marcaram. Madre Rosa Gattorno (1831–1900), italiana de Gênova, passou por todas as experiências de uma mulher de sua época: casamento, maternidade, viuvez. Daí em diante, o chamado de Deus prevaleceu e, em 1866, nasceu o Instituto das Filhas de Sant’Ana. Dedicadas à educação e ao trabalho em hospitais, cruzaram fronteiras para cumprir sua missão, quando as viagens levavam meses e, não raro, custavam vidas. Recolheram órfãos na Europa assolada pela peste de 1867, desenvolveram importantes trabalhos sociais na injusta sociedade dos primórdios da era industrial. A peça traz um painel variado da vida dessa mulher que soube ser tudo em todas as necessidades do tempo em que viveu, a par das profundas experiências ascéticas e místicas, ao ponto de receber as chagas de Cristo, como São Francisco de Assis.

“NARRADORA – Das páginas do Evangelho para a vida, eis a vida da Serva de Deus, Rosa Gattorno (Entram 2 Noviças da ordem, estilizadas, pela direita, carregando um pôster com a foto da fundadora. Pousam-no sobre a cadeira, onde estava a Avó e sentam-se no chão à sua volta, olhando-a com amor. Todo o palco ilumina-se). Como Sant’Ana, mãe da mãe de Deus e nossa, Rosa também foi mãe. Primeiro, de fato, gerando 3 filhos. Depois, à imagem de Abraão, na graça, gerando filhas religiosas para Deus, as Filhas de Sant’Ana (As Noviças se levantam, fazem uma mesura para a platéia e saem pela esquerda, levando o pôster). Mas comecemos... pelo começo! (A Narradora sai pelo mesmo lado das Noviças. Encontra, no caminho, com o Narrador, a quem cumprimenta fraternalmente. Ele veste jeans, camiseta branca e tênis).
NARRADOR – (Tem um tom mais cômico que a Narradora) Começar pelo começo é uma boa maneira de se começar uma história! Porém, antes, eu queria contar uma coisa pra vocês (Chega perto da boca de cena, como a dizer um segredo à platéia) Sabem quantas cartas escreveu Madre Rosa? Aproximadamente 9.256 cartas! Mais os 39 volumes de memórias, os 9 cadernos com sua obra “TRABALHOS E CONSOLAÇÕES DA ALMA NO CAMINHO DA PERFEIÇÃO, DESCRITOS POR UMA SERVA DE DEUS”. Fora as meditações, conferências, escritos variados... E todos manuscritos, porque, naquela época, não existia computador!”
(trecho da peça HISTÓRIA DE UMA ROSA DE DEUS, PÉTALA POR PÉTALA).